A saga do Visto americano

Quase quatro anos depois de tirar meu passaporte, decidi tirar o visto americano.
Ok, não foi beeem uma decisão minha. Um belo dia, meu irmão me intimou com o seguinte argumento: Blink vai fazer turnê e vamos atrás deles. Se alguém aqui me conhece, sabe que esse argumento foi infalível.

Mas e aí, como tirar o visto? Nenhuma boa alma quis muito me ajudar. Para todos que eu perguntava, a resposta era semelhante a “é muito simples, você tira de letra”. A única dica e nome que eu tinha era “você precisa preencher o formulário DS-160”. Então lá fui eu, abençoada com o bendito Google Search a achar o tal formulário.

tirando o visto

Achei o formulário (que fica aqui), mas obviamente não estava com o meu passaporte, então empaquei logo nos primeiros passos. As dicas para o DS-160 são realmente as mais básicas da internet: tenha todos os seus documentos pessoais da sua vida em mãos e SALVE cada micro passo que você der no sistema. Isso porque o “tempo de vida online” dele é curto e você precisará refazer o seu login pelo menos 8 vezes até concluir todas as perguntas. Dica importante também é ANOTE (grave, tire uma foto, tatue no corpo, sei lá) o seu número do DS-160 – chamado application id – é extremamente importante e vai ser necessário em todo processo de pedido de visto.

Depois de preencher o DS-160 inteirinho fica aí a situação: e agora?
Todos os links te levam a lugares muito muito e muito vagos que não te dão resposta alguma. Nas buscas pela internet, a maioria me levava à links inexistentes. Eu sabia que deveria buscar algum outro local para fazer efetivamente a solicitação do visto, pegar e pagar pelo serviço e conseguir agendar as entrevistas no consulado. Ok, mas onde?

Depois de muita busca e passar um pouco de raivinha, eis que uma hora, finalmente, achei o link certo (é esse aqui). Nesse link você tem que fazer mais um cadastro – não tão longo quanto o DS-160 – e colocar o seu application id (lembram-se dele?). Depois de preencher todo o cadastro, você deve pagar pelo pedido de visto. Optei pelo cartão de crédito e foi um valor bem pechinchado em torno de poucos 160 dólares (que no meu caso deu  mais de 500 reais).

Depois de toda essa dor, sofrimento, facada nos bolsos e pensamentos de “meudels vou falir!” é possível agendar as entrevistas. São duas: uma ida para cadastro e biometria (sim, mais um cadastro) onde eles fazem toda triagem para comprovar que tudo o que você disse nos seus cadastros anteriores é verdadeiro, e outra para efetivamente ir responder o por quê você quer o visto e saber se vai ter ele ou não. O agendamento é bem simples, com certa variedade de dias disponíveis e dias próximos. Agendei o CASV (1ª entrevista) para o dia 12, e a ida ao consulado (2ª entrevista) para o dia 17 – maio.

Se querem saber, eu já estou muito feliz comigo mesma de ter conseguido chegar até o angendamento sozinha. Faço um update no post assim que eu passar pelas entrevistas!


UPDATE!

Conforme o prometido, depois de toda a saga, aqui estou para contar mais um pouco de tudo o que aconteceu.

IDA AO CASV

A parte mais tranquila de todo rolê. Moro em São Paulo, por isso fui no CASV de Pinheiros. Claro, como boa principiante, fui morrendo de medo. De quê? Sei lá. Acho que era aquele medo de não saber se estava fazendo as coisas certas e o que aconteceria por lá. Bom, como já passei por isso, digo à vocês: não sejam cagões. Lá você chega uns 15 minutos antes do horário que agendou, o segurança vai inspecionar sua bolsa/mochila, você terá que provar que seu celular está desligado e levar o comprovante de agendamento e o comprovante de conclusão do DS-160. Lá eles só vão checar os comprovantes, fazer seu cadastro, coletar as digitais, tirar foto, e fim. Super rápido, inclusive. Em menos de 15 minutos estava lá eu chamando o Uber novamente para me levar pra casa. Em resumo:

  • O que levar: passaporte, comprovante de agendamento do CASV e Consulado, comprovante de conclusão do DS-160.
  • O que acontece lá: São três filas, uma na entrada (porta);  outra seguindo a linha amarela, antes de entrar e outra lá dentro para coleta de dados e tirar a foto.

IDA AO CONSULADO

Essa parte é a que todo mundo te coloca um medo do cão e você chega lá na hora com as pernas meio bambas. O que eu posso dizer é que a minha experiência pessoal por lá foi bem tranquila até. Cheguei 10 minutos antes do agendamento. Entrei na primeira fila, passei para a fila do detector de metais, passei para a fila interna… 1h3o em pé na fila, fui atendida. E, depois de ser atendida, em menos de 5 minutos estava saindo com um sorriso de orelha a orelha com o visto aprovado. Sim, contratei um armário para guardar minha bolsa, não quis correr nenhum risco. Acabei não levando um livro porque meu irmão achou melhor não levar, mas a dica de ouro é: sim, leve um livro.

  • O que levar: passaporte, comprovante de agendamento do CASV e Consulado, comprovante de conclusão do DS-160. Esses são os itens obrigatórios, mas por via das dúvidas, levei praticamente minha vida em uma pasta RG, CPF, carteira de motorista, documento do carro, carteira de trabalho, extrato da conta bancária e poupança, holerites, etc. O cônsul não me pediu nada disso, mas levei caso precisasse.
  • O que acontece lá: São três filas, uma na entrada (porta);  outra para o detector de metais (que você precisa tirar tudo e colocar na bacia, como se fosse no aeroporto), e, já lá dentro, uma fila de uma hora e meia em pé para ser atendido.
  • O atendimento: o cônsul te faz várias perguntas, mas nada que você deva temer, afinal, você não vai mentir, né? No meu caso, peguei um cônsul americano que falava português, mas nem todos falam. Ele me perguntou para onde eu pretendia viajar, com quem, com quem moro, se trabalhava, há quanto tempo trabalhava, se tenho parentes nos Estados Unidos, no que meu irmão e minha mãe trabalham… coisas simples.
  • O que não fazer: em hipótese alguma leve um eletrônico. Se você puder deixar as coisas em casa, melhor ainda, mas na frente do consulado, todas as lanchonetes possuem “guarda volumes” que custam R$20.