Las Vegas

Sei que fiquei devendo o post sobre a minha viagem para Las Vegas. Já contei de como foi tirar o visto e o que você precisa fazer, já contei sobre o show do Blink-182 que foi o motivo principal de eu ter viajado… mas estava faltando contar sobre a viagem de uma forma geral, então vem comigo! #Textão

Pra começar, é importante dizer novamente que eu nunca tinha saído do Brasil. Mas, claro, como toda pessoa normal, sempre fiquei imaginando quais países e cidades seriam legais de visitar, ficava pesquisando roteiros e, para ser sincera, achei que conheceria algum país da América do Sul antes de ir para os Estados Unidos. Eis que surgiu a loucura do show e meu irmão decidiu: Las Vegas.

Ok, Vegas, legal. Tem um monte de filme que mostra Las Vegas e como tudo aquilo lá é uma loucura, tenho vários amigos e conheço outra variedade de pessoas que gostaria de ir para lá, mas, aqui entre nós, Las Vegas não faz muito o meu perfil. Pronto, admiti logo no começo do post. Nunca foi esse o destino dos meus sonhos de viagem, mas para mim eu estava indo ver o show do Blink, então na verdade, não importava muito pra qual cidade eu estava indo.

Fomos de LATAM até New York e de lá pegamos a Virgin America e fomos até Las Vegas, no total foram cerca de 15h30 de voo (fora o tanto de espera entre um voô e outro), sim, bem cansativo, mas como lá são 5h a menos do que em São Paulo (sem horário de verão), chegamos a tempo de aproveitar bem o primeiro dia. E o que faz um bom cidadão quando acaba de chegar em outro país? Isso mesmo, vai comer no Mc Donald’s.

Tenho também que mencionar que assim que você desce do avião você toma um “soco na cara” com a onda de calor que faz nesse lugar. Las Vegas é deserto (literalmente), no fim de julho é quase loucura, porque lá já é quente normalmente, e nesse período é o meio do verão nos Estados Unidos. Então posso dizer que, basicamente, conhecemos todos os Mc Donald’s e Burger Kings da cidade, porque esses são os lugares mais acessíveis para se comprar smooths e refrigerantes, tem wifi gratuito, ar condicionado e banheiro que, assim como todo o ambiente, são de limpeza suspeita.

viagem las vegas

Como o objetivo principal da viagem era o show, ficamos em um Inn (hotel) – Red Roof Inn – muito perto do local do show (atravessando a rua) e um pouco “longe” da rua mais conhecida de Vegas com os super hotéis, cada um no seu tema. Fomos passear lá também, mas no segundo dia. Aguenta aí que já conto sobre. Do aeroporto para o hotel, pegamos um táxi.

Ainda no primeiro dia, depois do Mc Donald’s, qual é a outra coisa que todo mundo que chega nos Estados Unidos faz (ou deveria, pelo menos)? Exatamente, vai no Walmart. Atração à parte, o Walmart lá de fora não se assemelha em nada ao que temos aqui no Brasil. Lá tudo tem sua versão extra gigante e os preços são os menores que você vai encontrar na cidade inteira. Então isso torna o Walmart o melhor lugar para não só comprar as guloseimas da viagem, como também shampoos, condicionadores, algumas maquiagens e outros produtos de uso pessoal.

Não mencionei que fomos ao Walmart a pé, né? Ele ficava um pouco mais de 3km do hotel, tranquilo, né? Não, nem um pouco. Eram 3km em baixo do sol de Las Vegas. E se só na ida foram mais de 1L de água e muitas paradas estratégicas para se recuperar, na volta era necessário o mesmo percurso só que carregados de sacolas pesadas. Não tínhamos wifi para pedir um Uber, não tinha taxi por perto… a solução? Pegar o busão! Então aqui cabe uma dica importante: estude o transporte público do local onde você está indo viajar. Eu não tinha feito isso, muito menos meu irmão. Por sorte, era fácil, na mesma avenida do Walmart poderíamos pegar um ônibus que nos deixaria na esquina da avenida do hotel. Entramos no ônibus e… o que faz agora? Perguntamos ao motorista, mas ele não parecia muito a fim de nos explicar, só mandou colocarmos 2 dólares cada um na maquininha e entrarmos (até agora não sei se deveria ser isso mesmo). Enfim, fizemos isso e voltamos tranquilos para o hotel. Cansados, acabados e moídos da caminhada da ida, mas vivos.

Eu plena no ônibus de Vegas / Red Roof Inn

Chegamos no hotel, tomamos banho e fomos jantar no Hard Rock Café, outro clássico de turistas, que ficava atravessando a rua (sim, no mesmo lugar do show. The Joint, é uma casa de show que fica dentro do Hard Rock Cassino, então esse complexo ficava todo junto). Cada um escolheu um lanche e uma bebida… agora imaginem minha cara perguntando pro garçom o que não tinha álcool no cardápio. Pois é, estava em Vegas e não bebo álcool. Aqui você começa a entender o motivo de Vegas não ser bem lá meu perfil. Jantamos, a música era boa (mais tarde teria até banda ao vivo), e a decoração era muito curiosa com instrumentos e roupas de vários artistas famosos e até ícones do rock.

HardRock Café de Las Vegas

Fomos para o hotel com o plano de descansar um pouco e depois ir ao cassino. O que obviamente não deu muito certo. Depois de todo trajeto de Walmart, quando chegamos e colocamos a cabeça no travesseiro, levantamos só no outro dia. Nove horas da manhã fomos tomar café, apesar de não ser muito comum, esse Inn incluía café da manhã, tomamos banho e… fomos para o Hard Rock Cassino. Vegas, baby, o cassino é 24h, se eu quiser ir 9am para o cassino eu vou.. e nós fomos.

Quando você entra no cassino você perde essa noção de noite ou dia, porque não tem uma fucking janela lá dentro. Tudo muito divertido e cheio de luzes, você aprende rapidinho como começar a usar o seu dinheiro lá, claro que até agora eu não entendi muito bem a lógica de algumas maquininhas, mas joguei mesmo assim. Ganhamos algumas, perdemos a maioria (mas é assim também é a vida). Entramos com um budget definido e sairíamos assim que ele acabasse. Como sou meio porta nos jogos também, só brinquei nas maquininhas e joguei um pouquinho de 21 na mesa do bar. A mesa do bar tem vários lugares e cada um tem seu monitor próprio com alguns jogos, depois de pegar um pouco de experiência, você entende que se colocar 20 dólares na maquininha do bar, eles ficam te servindo cerveja grátis até você perder todo seu dinheiro.

Ah, claro, eu perdi as contas de quantas vezes pediram minha identificação para confirmar minha idade. Assim como o café, a decoração do cassino também é cheia de instrumentos e roupas e pertences de muita gente famosa e bandas. Lá encontramos o baixo do Mark e a guitarra do Tom (do Blink 182) expostas! – além também de algumas coisas do Seteve Ray Vaughan que tirei foto pro meu namorado apreciar.

cassino em las vegas

HardRock Cassino em Las Vegas

A vantagem de ir no cassino de manhã, é que saindo de lá você ainda tem o dia inteiro pra fazer outras coisas, e foi o que fizemos. Depois de voltar para o hotel e tomar mais um banho, decidimos visitar a Freemont (downtown). Pedimos um Uber com o wifi do hotel e fomos. Essa parte da cidade não é lá muito excitante, mas é onde começamos a ver um pouco mais a cara de Las Vegas. Gente doida no meio da rua com fantasias, roupas estranhas, bebendo e dançando. Algumas mulheres com pouca roupa convidavam os rapazes para tirarem fotos com elas (e pagarem por isso, claro) e alguns homens igualmente com pouca roupa, convidando as mulheres para uma dança sensual com eles (também pagando, obviamente), além disso, tinham bastante Elvis Presleys perdidos por aí. Muitas lojas de souvenirs (lembrancinhas) e cassinos.

Freemont, na downtown de Las Vegas

De lá, fomos andando para encontrar a Gold and Silver Pawn, a loja de penhores do programa Trato Feito do canal History, sabem? O caminho não era muito longo, mas, como já comentei, tudo em baixo do sol de Vegas tudo fica “longe”.

É um pouco estranho quando você chega em um lugar que você já viu pela TV. Por um lado as coisas parecem muito familiar, mas por outro, não era bem aquilo que você esperava. Tinha bastante gente, alguns produtos valiosos e históricos nas vitrines para venda, mas o que tinha mesmo em abundância eram produtos da própria Gold and Silver e com o pessoal de lá que aparece no programa: camisetas, meias, ímãs de geladeira, cordões (isso é muito comum por lá), tinha até um cabide do Rick e notas verdadeiras de dólares com a cara do pessoal da loja.

loja do programa Trato Feito

Gold and Silver, a loja do programa Trato Feito do canal History

Depois dessa visitinha, continuamos nosso caminho para o Stratosphere. O Stratosphere é somente o prédio mais alto de Vegas onde é possível ter a visão da cidade inteira (também é um hotel onde você pode ficar hospedado). Como já era fim de tarde quando chegamos lá, nossa visão era do anoitecer. Mesmo assim, conseguimos ver a imensidão do deserto dos arredores da cidade. Para quem não sabe, Las Vegas é literalmente uma cidade no meio do deserto. E, já que estávamos ali, aproveitamos para ir em um brinquedo que tem no topo do prédio. É muito simples: é um carrinho como de uma montanha russa, mas o percurso dele é ir até a ponta do edifício e dar uma descidinha. Medo. São umas cinco ou seis vezes de vai e volta, depois da segunda queda você fica um pouco mais sossegado e aproveita melhor. A vista é incrível.

Stratosphere, sua altura e a vista lá de cima

E, agora sim, saindo do Stratosphere, fomos em direção á rua principal, Las Vegas Boulevard! Foi uma caminhadinha muito longa ok para chegar até lá, mas por ser de noite já não tinha o terrível sol na nossa cabeça. Descemos a rua inteira e vimos os principais hotéis temáticos de Las Vegas. A cidade de noite fica toda iluminada e as pessoas começam a aparecer nas ruas (no geral, de dia não tem muuuuuita gente na rua – o que pode ser pelo calor também), muitas delas bebendo e fazendo bagunça.

A arquitetura de tudo é muito incrível. Conferimos a dança da fonte do Bellagio, a música nunca se repete e nem a “dança” das águas. Fomos na CheeseCake Factory de dentro do Caesars, onde o teto é incrível e parece que está de dia. Infelizmente chegamos um pouco menos de cinco minutos depois que as lojas da Coca- Cola e do M&Ms tinham fechado, mas deu para ver pelo lado de fora que são gigantes e maravilhosas. Por fim, para fechar, fomos até o MGM, o hotel em que foi gravado o Se Beber Não Case e jogamos mais um pouco de 21 no bar. Saindo de lá, chamamos um taxi para voltar para o hotel. Foi um pouco difícil para o motorista entender aonde queríamos ir, ele nos perguntou umas três vezes se estávamos indo para o Night Club do lado do hotel, o Paradise Club, mas insistimos que era no hotel do lado. Até agora ele não deve ter acreditado, mas enfim…

Las Vegas Boulevard, a rua principal de Las Vegas com os “hotéis temáticos”

O dia seguinte já era o dia do show. Reservamos o dia para não ficarmos cansados e nem corridos, mas mesmo assim, mais cedo fomos (de ônibus, já que tínhamos “aprendido”) ao Best Buy comprar alguns eletrônicos, paramos também em uma loja de U$0,99 muito melhor e com mais coisas úteis do que nossas lojas de R$1,99 aqui. Voltamos ao hotel, dormimos, tomamos banho e fomos para o local do show. A história maluca de o que aconteceu antes do show e sobre o show você pode ler nesse post aqui.

A loucura do show passou (mentira, não passou não. É muito doido até hoje), dormimos e enfim chegou nosso último dia de viagem. Chamamos um Uber e, umas 4h antes de irmos ao aeroporto, fomos ao outlet. Adianto desde agora que 4 horas de outlet é pouco. Particularmente eu precisava de muito mais horas para dar uma pesquisada e ir em todas as lojas que eu queria, para vocês terem uma noção, não consegui ir na Nike e nem na Adidas, mas ok, vida que segue. Uma coisa que achei boa foi em só termos ido ao outlet no fim da viagem, porque você se empolga bastante e compra muitas coisas. As oportunidades são incríveis, os preços maravilhosos e as promoções de verdade. Por exemplo, entrei na loja da Vans e com 7 dólares levei duas camisetas na promoção de “qualquer peça nessa arara sai por 7 dólares e, comprando, você pode pegar um segundo item dessa mesma arara de graça”. Pólos da Calvin Klein por 26 dólares, isso sem falar na loja inteira da GAP. Tudo incrível.

Na viagem de volta, eu estava com mais coisa do que o planejado, eu realmente não esperava me empolgar tanto no outlet apesar de já saber que os preços eram maravilhosos. Pegamos um voo com a Virgin America para Los Angeles. O aeroporto de lá é muito estranho pro meu gosto, mas isso não vem ao caso. De lá pegamos a LATAM, e viemos para São Paulo, isso sem mencionar a escala em Lima no Peru. Nesse percurso foram mais de 16h de voo e, como comentei, temos a diferença de 5h de lá pra cá. Então quando chegamos no Brasil, já tinha se passado mais um dia. Saímos de lá no dia 25 de julho às 20h e só chegamos aqui às 19h30 do dia 26. A sensação de perda de tempo é estranha nesse período.

E, se você leu tudo até aqui, primeiramente meus parabéns, segundamente muito obrigada e terceiramente, é isso! Uma pessoa que não bebe e nem curte as festas e putarias foi pra Vegas e foi muito feliz por lá. Eu queria ter passado mais dias para aproveitar melhor as coisas, por exemplo, não fomos ver a roda gigante (que ficava perto do nosso hotel até) e nem fomos na tradicional plaquinha de Las Vegas (mas isso foi um consenso entre nós para otimizar o nosso curto tempo). Eu, particularmente, queria ter ido ao Grand Canyon, mas não tínhamos tempo também. Outra coisa é que Las Vegas tem muuitos eventos diferentes e interessantes. Não pudemos ir em nenhum deles também por falta de tempo, mas eu recomendo. Assim como a cidade, imagino que todos os eventos de lá sejam muito bem feitos e impressionantes.

Compramos as passagens e a hospedagem pelo Decolar.com, ficamos hospedados no Red Roof Inn (4350 Paradise Rd.) e, antes de ir, montamos um roteiro em papel com tudo o que achávamos que era importante vermos e tentamos dividir nossos dias da melhor forma possível para aproveitar tudo. Evitamos ao máximo ficar atoa e foi uma viagem bem “cansativa” no sentido de não paramos nenhum segundo.