O Taxi depois de um mês de Uber

Bom, desde os primórdios, se você quisesse ir para algum lugar de carro que não fosse o seu e nem uma carona, você deveria chamar um taxi. Durante muito tempo esse serviço foi visto como algo que somente pessoas de certo poder aquisitivo poderiam contratar, então havia certo status em andar de taxi. Acontece que, como todo serviço que não tem concorrente, os preços praticados começaram a ser absurdos e a qualidade do que era ofertado, caiu (drásticamente). E, apesar de com o tempo se tornarem mais populares entre as pessoas e se modernizarem com aplicativos, não se preocuparam em melhorar a qualidade do serviço.

Até que, um belo dia, chegou o Uber no Brasil. Uma comunidade de motoristas que ofertam um serviço semelhante ao de um táxi, mas muito mais barato. Agora, tenho que me desculpar com os motoristas de Uber, mencionar que o serviço é semelhante aos dos taxis foi apenas uma forma que encontrei de contextualizar as coisas. Me redimo, em tempo, dizendo que não pode se cogitar a hipótese de comparação entre os serviços e explico mais a frente. Veja bem, como qualquer tipo de novo serviço há aquela desconfiança inicial. Eu, particularmente, demorei muito a experimentar o Uber. Mas, um dia, por necessidade de alternativa ao meu carro e pensando em economizar, resolvi baixar o aplicativo e fazer um teste. A primeira vez que usei foi para voltar, tarde da noite, da pós graduação para a casa. O Uber chegou e eu embarquei, simples como um taxi (de novo, para contextualizar), acontece que não precisei mais de dois segundos para me deparar com as diferenças. Motorista educado, fez questão de olhar para mim e confirmar o endereço de destino. Perguntou também se ele poderia seguir o waze ou eu teria alguma preferência de aplicativo ou caminho. Questionou se a temperatura do ar estava adequada e se a rádio fazia meu gosto. Me ofereceu água e balas e disse para eu ficar à vontade. Eu, sem graça com tanta educação, confirmei que estava tudo ótimo e recusei os oferecimentos. Reparei que o motorista estava muito bem vestido e o carro impecável de limpo e organizado.

uber e taxi

Acho que não será surpresa se eu disser que depois desse dia passei a sempre utilizar os serviços do Uber.  Mas, como nem tudo são flores, um dia tive que pedir um taxi. Estava atrasada e a tarifa do Uber estava mais alta por causa da demanda (isso acontece às vezes, mas eles são super transparentes com isso) então pedi um taxi pelo aplicativo. Ó céus. Eu não lembrava o quão diferentes eram os serviços prestados. Minha vontade era de pular do taxi e pagar a tarifa variável do Uber. Para começar, antes mesmo do taxi chegar, eu já deveria ter previsto a ineficiência. Vamos aos fatos:

Chamei o taxi e a previsão era que ele chegasse onde eu estava em 3 minutos, pois o motorista deveria apenas virar em uma rua, seguir dois quarteirões e virar a esquina. Pois bem, acredito que o motorista não estava seguindo a sugestão do aplicativo… ele não virou na rua e pegou um mega trânsito para chegar onde eu estava e, nesse processo, foram mais de 15 minutos perdidos (lembrando: eu estava atrasada). Entrei no taxi já sem muita paciência e avisei que tinha pressa, a resposta dele não poderia ser mais estúpida “ih, mas nesse horário a cidade para” e continuou andando com o carro. Quando vi que ele passou a entrada mais óbvia para pegar a marginal e ir ao meu destino, perguntei se ele não poderia ligar o Waze…. o motorista pegou o celular dele, esticou na minha direção e falou “coloca aí pra mim?“. SIM! Ele disse e fez isso. Quando ele já havia se metido em um trânsito sem tamanho, liguei para a pessoa que estava me esperando e disse que a previsão do Waze era de mais uma hora e meia e perguntei se ela poderia me esperar. Infelizmente ela disse que não, ou seja, perdi toda a minha viagem e mandei o taxista mudar o trajeto e me deixar em casa.

Conclusão geral do textão: depois de muito tempo usando Uber, pedi um taxi. O carro demorou absurdos para chegar, o motorista era folgado, não queria usar o waze, o carro tinha um aspecto de sujo no interior. Além de estar atrasada, perdi a viagem porque a pessoa não poderia me esperar o tempo previsto do waze depois de perdermos a saída para a marginal e entrarmos em um trânsito infernal e fiquei cerca de 40 reais mais pobre.

Dica final da experiência mais frustrante  da vida: foco no Uber. E, se não tiver pressa para chegar no destino final e tiver cabeça aberta no quesito “compartilhamento”, chame o UberPool!