Um dia bom

Era segunda feira e, como toda boa segunda, o clima era aquele meio devagar de quem não quer levantar da cama para começar a rotina. Para ficar ainda mais fácil, era uma segunda nublada, fria e estava chuviscando consideravelmente (não, não era chuva ainda).

Acordei antes das 6 da manhã com o despertador padrão de toda segunda. Minha roupa já estava separada, assim como a mala da academia com toda tralha necessária para tomar banho e ir para o trabalho direto de lá (tralha essa que deixa a mala bem pesada). Desci a rua com cara de poucos amigos e um frio que fazia jus ao tamanho do shorts que eu estava usando.

Cheguei na academia, deixei minhas coisas no armário do vestiário e fui sair pra correr na rua (com aquele frio e aquela garoa que comentei há pouco), mas claro que o pessoal sensato ao meu redor não deixou que eu saísse. Por dois segundos de lucidez, concordei com eles e fui para a esteira. Estava contrariada e quem me conhece sabe que sou “teimosa”, então decidi que ia correr MESMO. Lembram daquele desafio de correr 5km em 25 minutos que comentei aqui no Brownie? Pois bem, corri atrás dele… e consegui! Tudo bem, era uma esteira e não coloquei elevação alguma, mas ainda não tinha batido esse tempo sequer nessas condições. Saí cansada, mas não morta, e feliz. Bem feliz. Na verdade, quando comecei a correr fui apenas “vendo onde conseguiria chegar”. Tanto foi que de km em km eu mandava um “update” no Snap para o meu amigo, e acredito que além da minha vontade e do meu condicionamento físico, isso também me ajudou a continuar seguindo o ritmo até completar os 5km.

5 km em 25 min na esteira

Depois disso, ainda fiz uma aula tranquila de street dance para completar horário, tomei um dos melhores banhos da vida (no mesmo chuveiro e com os mesmos produtos de sempre) e saí da academia para aquele mesmo dia frio e nublado que parecia tão desanimador quando eu acordei. Além da chuva, ainda peguei dois ônibus e muito trânsito. Cheguei atrasada no trabalho mais de meia hora, fiz todas as minhas tarefas em um tempo reduzido (mas fiz) e saí. Fui à caminho da concessionária para buscar meu carro ♥.

Não sou uma pessoa ansiosa, mas entrei em uma pilha de nervos e um sentimento de “vamo logo, quero meu carro!” que não sei nem explicar direito. Decidi até mandar mensagem de 5 em 5 segundos para os amigos para tentar me distrair até chegar lá (obrigada pela paciência amigos!). Cheguei 10 minutos antes do combinado com o vendedor e, claro, ele estava em reunião interna. Fui atendida 10 minutos depois do horário combinado, o que me fez questionar mais uma vez o motivo de eu ser tão pontual quando o resto do Brasil  inteiro sempre marca um horário já contando com o tempo de atraso da outra parte… Enfim, apareceu o moço, eu assinei todos os papéis que ainda precisavam ser assinados, recebi o documento e as porr@ toda do carro e subimos pra conhecer ele. Blu é o nome dele, eu que escolhi. Blu de blue (azul, pro pessoal não internacionalizado), a cor do carro.

Blu

Blu <3

Minha mãe e irmã chegaram na concessionária quando eu e o Blu estávamos nos conhecendo melhor e o moço estava contando todas as particularidades dele. Mamãe estava mais nervosa do que eu, principalmente pelo fato de ela acreditar que eu não conseguiria levar o carro até em casa. Incentivo de mãe é o que há no mundo, né gente? Mamãe sempre acreditando no meu potencial, lindo de se ver. Enfim, dispensei a mamãe que foi embora com a minha irmã – irmã essa que queria ir comigo, mas com a confiança que mamãe apresentou nos meus dotes motorísticos, ela não pôde ir – passei no posto de gasolina, fiquei mais pobre ainda enchendo o tanque e cheguei em casa com sucesso.

Claro, mamãe estava me esperando na garagem e montou um super esquema de “temos um plano para caso dê merd@” que consistia em ela ficar na garagem dentro do carro pronta para sair e minha irmã com o celular dela lá em cima (no apartamento, onde tinha sinal) pronta para correr e avisar minha mãe caso eu ligasse para dizer que capotei o carro no caminho.

Marina feliz

Cara de boba depois desse dia todo aí

No mais, ri sozinha quando parei no primeiro farol. Lembro que tocava Let her Go” do Passenger quando cheguei em casa com um sentimento de satisfação que tinha me esquecido que era possível sentir. Foram duas conquistas que corri muito atrás nesses últimos tempos e ter ambas no mesmo dia foi incrível.